segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Síntese de Artigo: 

  
O texto inicia dizendo que a prática de avaliação está relacionada com a concepção de educação que o docente possui. Dessa forma, a avaliação não deve ser vista como um ato isolado, mas sim integrada a um aspecto mais amplo que influencia de uma forma ou de outra na ação educativa.

Nessa concepção, percebe-se que não é possível dissociar o ato de acompanhar e retomar o processo de construção dos saberes com a intenção de constatar o nível de conhecimento que o educando adquire. Tendo em vista que ambos estão interligados, a prática avaliativa e educativa vão se constituir em um conjunto de ações que se completam ao final do processo ensino-aprendizagem. Dessa forma, o autor admite que o aspecto da observação, do feedback não exclui o de medir parcialmente os conhecimentos adquiridos, embora reconheça também, que no processo avaliativo é muito mais frequente o distanciamento que a aproximação entre as duas lógicas explicitadas.

Essa idéia nos remete a compreender que a avaliação escolar, assume dois objetivos fundamentais:
Um que atende a exigência da própria formação do educando no seu sentido mais amplo, comprometido ai com a uma educação emancipatória e cidadã. A avaliação na mira desse objetivo se constitui enquanto aspecto qualitativo e se desenvolve no decorrer de todo o processo ensino-aprendizagem. Nessa dimensão ela exige um maior comprometimento por parte do professor e maior envolvimento por parte do educando, consequentemente contribui para a construção e maior compreensão do conhecimento proposto. Percebe-se ai que a avaliação assume um caráter que vai além do simples dever de avaliar no que tange as funções do professor. Nesse sentido, o compromisso do educador envolve tanto a questão do respeito, quanto ao querer bem ao educando.
Com essa postura o profissional possibilitará ao aluno a apreensão e a construção de saberes necessários para a formação humana.

Por outro lado, a avaliação presente no espaço escolar também assume outra finalidade que vai ao encontro das exigências burocrática sociais. No âmbito da educação formal é exigida do professor a verificação e mensuração do aprendizado do aluno, apresentando quantitativamente os resultados da aprendizagem. E esses, por sua vez, são obtidos através de provas e testes, que na maioria das vezes não contribui para a construção do conhecimento do aluno. Desse modo, o aluno acaba memorizando o conteúdo a ser avaliado, deixando de desenvolver a aprendizagem que é fundamental em seu processo de formação.

Percebe-se que os educadores, normalmente tendem a direcionar seus esforços ao aspecto quantitativo da avaliação, valorizando e investindo menos no aspecto qualitativo, diagnóstico do desenvolvimento dos alunos. Isso ocorre, talvez porque a tarefa de avaliar qualitativamente exige muito mais tempo do educador, o que desencadeia maior dedicação por parte dos mesmos.

A prática docente deve-se direcionar na busca constante da efetivação da aprendizagem do educando. O professor não pode ter a incumbência simplesmente de transmitir os conteúdos culturalmente acumulados e sistematizados. Essa ação favorece a formação de um tipo de ser humano descontextualizado com a realidade atual. No entanto, é fundamental que haja a articulação do conhecimento com a vida.

É preciso ter comprometimento e envolvimento com o ato de educar, para que se possa obter à aprendizagem dos alunos com os recursos que se tem, e não cruzar os braços em detrimento das faltas e falhas que o educador se depara no cotidiano escolar.

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