segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SÍNTESE DE ARTIGO: 




A avaliação da aprendizagem escolar não ocorre apenas em provas e exames que são aspectos classificatórios, essas têm por finalidade verificar o desempenho do aluno em determinado assunto, assim, aprovando-o ou reprovando-o. Segundo Luckesi (1996, p. 169), “a prática de provas/exames escolares que conhecemos tem sua origem na escola moderna, que se sistematizou a partir dos séculos XVI e XVII, com a cristalização da sociedade burguesa”.
Avaliar não se restringe somente a fazer provas e aplicar trabalhos. Desde o momento que entra na sala de aula, o professor já faz uma avaliação ao olhar para os alunos, avalia sua apresentação pessoal, seu material de estudo, suas tarefas, a forma que se comunica com os colegas, etc. Também ao conversar com o aluno, o professor o avalia, nos seus gestos, na sua maneira de se comportar e pensar. A avaliação não acontece em um só momento, ela acontece o tempo todo. Segundo Hoffmann (1996, p. 66):

Quando a finalidade é seletiva, o instrumento de avaliação é construtiva, prova é irrevogável. Mas as tarefas na escola deveriam ter caráter probematizador e dialógico, momentos de troca de idéias entre educadores e educandos na busca de um conhecimento gradativamente aprofundado.



Segundo Luckesi (1996), “a avaliação tem por base acolher uma situação, para, então (e só então), ajuizar a sua qualidade, tendo em vista dar lhe suporte de mudança, se necessário.” Desta forma, percebe-se o quanto a avaliação é importante para o progresso do aluno, pois, mesmo apresentando dificuldades, ele pode ser incluído ao círculo de aprendizagens, para que haja um diagnóstico e assim conseguir melhores resultados.

Entretanto, a avaliação no Brasil, não mostra a real capacidade do aluno, pois o foco são somente as notas obtidas em provas. Luckesi (1996), diz que as notas são adoradas por professores e alunos. O professor adora-as porque mostra seu poder de aprovar ou reprovar e o aluno vive em busca dela porque precisa da mesma, não importando uma aprendizagem satisfatória ou não, afinal é a nota que domina tudo e é em função disso que se vive na prática escolar.

Foram entrevistados 13 profissionais atuantes em uma Escola no Estado de Santa Catarina. A maioria está no início de carreira, ou seja, basicamente com a formação inicial. Desta forma, entende-se que estão iniciando as práticas docentes e isto aponta para o aprendizado na aplicação de avaliação. Geralmente, reproduzem as práticas avaliativas aprendidas em sua formação. Quanto à formação, todos os pesquisados já possuem graduação e um bom número deles também Especialização.
Foram aplicados algumas questões e destaco as seguintes:

De que forma estes docentes costumam elaborar suas avaliações. Nesta questão foram citados alguns instrumentos para que o professor selecionasse aquele ou aqueles que costuma utilizar em seu cotidiano.
Dentre os pesquisados, 11(onze) assinalaram a opção: por meio de provas ou testes; 13 (treze) assinalaram: Trabalhos orais e escritos; 02 (dois) assinalaram: Portfólios; 05 (cinco) também usam questionário e 06 (seis) assinalaram a opção: Outros.

Foi solicitado aos docentes desta unidade escolar que diferenciassem
Avaliação classificatória e Avaliação formativa. Seguem algumas respostas obtidas.
A classificatória somente mostra sucesso e fracassos. Já a formativa preocupa-se em fazer do aluno, um aluno cidadão”
“A avaliação classificatória só almeja pela nota de avaliar o “quanto” o aluno “aprendeu”. A avaliação formativa é todo o aluno- o seu crescimento com aquele conteúdo- houve melhora do aprendizado?”
“Avaliação Classificatória: o aluno é classificado pelo que são “bons” e pelo que são “ruins”. A avaliação formativa: avalia o aluno de forma integral, procurando formar um cidadão com uma visão crítica para toda a vida”. 

Um comentário:

  1. Textos que trazem resultados de pesquisas empíricas sempre ajudam a entender melhor o que ocorre na prática e o que pensam as pessoas.

    ResponderExcluir