SÍNTESE DE ARTIGO:
A avaliação da aprendizagem escolar não ocorre
apenas em provas e exames que são aspectos classificatórios, essas têm por
finalidade verificar o desempenho do aluno em determinado assunto, assim,
aprovando-o ou reprovando-o. Segundo Luckesi (1996, p. 169), “a prática de
provas/exames escolares que conhecemos tem sua origem na escola moderna, que se
sistematizou a partir dos séculos XVI e XVII, com a cristalização da sociedade
burguesa”.
Avaliar não se restringe somente a fazer
provas e aplicar trabalhos. Desde o momento que entra na sala de aula, o
professor já faz uma avaliação ao olhar para os alunos, avalia sua apresentação
pessoal, seu material de estudo, suas tarefas, a forma que se comunica com os
colegas, etc. Também ao conversar com o aluno, o professor o avalia, nos seus
gestos, na sua maneira de se comportar e pensar. A avaliação não acontece em um
só momento, ela acontece o tempo todo. Segundo Hoffmann (1996, p. 66):
Quando a finalidade é
seletiva, o instrumento de avaliação é construtiva, prova é irrevogável. Mas as
tarefas na escola deveriam ter caráter probematizador e dialógico, momentos de
troca de idéias entre educadores e educandos na busca de um conhecimento
gradativamente aprofundado.
Segundo Luckesi (1996), “a avaliação tem por
base acolher uma situação, para, então (e só então), ajuizar a sua qualidade,
tendo em vista dar lhe suporte de mudança, se necessário.” Desta forma,
percebe-se o quanto a avaliação é importante para o progresso do aluno, pois,
mesmo apresentando dificuldades, ele pode ser incluído ao círculo de
aprendizagens, para que haja um diagnóstico e assim conseguir melhores
resultados.
Entretanto,
a avaliação no Brasil, não mostra a real capacidade do aluno, pois o foco são somente
as notas obtidas em provas. Luckesi (1996), diz que as notas são adoradas por
professores e alunos. O professor adora-as porque mostra seu poder de aprovar ou
reprovar e o aluno vive em busca dela porque precisa da mesma, não importando uma
aprendizagem satisfatória ou não, afinal é a nota que domina tudo e é em função
disso que se vive na prática escolar.
Foram entrevistados 13 profissionais atuantes
em uma Escola no Estado de Santa Catarina. A maioria está no início de
carreira, ou seja, basicamente com a formação inicial. Desta forma, entende-se
que estão iniciando as práticas docentes e isto aponta para o aprendizado na
aplicação de avaliação. Geralmente, reproduzem as práticas avaliativas
aprendidas em sua formação. Quanto à formação, todos os pesquisados já possuem
graduação e um bom número deles também Especialização.
Foram
aplicados algumas questões e destaco as seguintes:
De que forma estes docentes costumam elaborar suas
avaliações. Nesta questão foram citados alguns instrumentos para que o professor
selecionasse aquele ou aqueles que costuma utilizar em seu cotidiano.
Dentre
os pesquisados, 11(onze) assinalaram a opção: por meio de provas ou testes; 13
(treze) assinalaram: Trabalhos orais e escritos; 02 (dois) assinalaram: Portfólios;
05 (cinco) também usam questionário e 06 (seis) assinalaram a opção: Outros.
Foi solicitado aos docentes desta unidade
escolar que diferenciassem
Avaliação
classificatória e Avaliação formativa. Seguem algumas respostas obtidas.
“
A
classificatória somente mostra sucesso e fracassos. Já a formativa preocupa-se
em fazer do aluno, um aluno cidadão”
“A avaliação
classificatória só almeja pela nota de avaliar o “quanto” o aluno “aprendeu”. A
avaliação formativa é todo o aluno- o seu crescimento com aquele conteúdo-
houve melhora do aprendizado?”
“Avaliação Classificatória:
o aluno é classificado pelo que são “bons” e pelo que são “ruins”. A avaliação
formativa: avalia o aluno de forma integral, procurando formar um cidadão com
uma visão crítica para toda a vida”.

Textos que trazem resultados de pesquisas empíricas sempre ajudam a entender melhor o que ocorre na prática e o que pensam as pessoas.
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